O que é OLT (Optical Line Terminal) ?

Antes de explicar o que é uma OLT, primeiramente precisamos falar sobre o que é uma rede PON (Passive Optical Network).Uma rede PON é uma rede que utiliza-se de fibra óptica com divisores ópticos (splitters) no caminho para fornecer dados de ponto a multiponto, ou seja, de um lado sai um feixe de luz que passa por um splitter e nele divide-se para n caminhos, sem necessitar de energia elétrica no trajeto, apenas nos emissores nas pontas (OLT e ONT/ONU): Quais as principais vantagens de uma rede PON?Como comentado acima, não há a necessidade de ter ativos no trajeto, que consumiriam energia elétrica.Outras vantagens são, como é formado com fibra óptica, não temos o risco de queima dos equipamentos por alguma descarga elétrica passando pelo cabo, suporta grandes velocidades, não sofrem com interferências eletromagnéticas, pois não conduzem sinais elétricos e sim de luz, portanto, isolantes, menor atenuação com a distância, ou seja, podem ir mais longe em relação aos cabos metálicos, possuem menor deterioração, maior segurança e menor custo com manutenção. Agora sim, o que é uma OLT?OLT é o cérebro de toda a rede PON, é a que fica do lado do provedor de internet, ela é quem comanda e gerencia a rede PON, é quem determina o tempo, banda de envio de cada ONU e qual a prioridade de cada serviço.Resumindo, é a OLT que define os serviços, sua quantidade de banda e prioridade de cada um, nas ONUs, enviando parâmetros como as VLANs e suas respectivas interfaces, se a porta será “transparente” ou em “tag”, etc. A OLT também pode enviar parâmetros extras para as ONUs, como quais portas farão NAT, se a ONU será PPPoE, DHCP, Bridge e etc… até parâmetros de Wireless, porém nestes parâmetros extras, fora da definição do protocolo, geralmente só funcionam a integração quando a OLT e ONU são do mesmo fabricante, já que cada uma acabou fazendo do seu modo. O que é uma ONT (Optical Network Terminal) / ONU (Optical Network Unit)? ONT ou ONU são os equipamentos na ponta final da rede PON, que recebem as ordens da OLT, é o equipamento que geralmente fica na casa do assinante (FTTH), no prédio (FTTA) ou na Empresa (FTTB). Existem diversos tipos de ONUs de fabricantes diferentes como Huawei, Fiberhome, Datacom, Intelbras, Nokia, Zhone, DasZhone, Furukawa e muitos outros fabricantes e todas teoricamente são compatíveis com qualquer OLT, desde que o protocolo utilizado seja o mesmo em ambas. Uma OLT Huawei consegue mandar a configuração de PPPoE para uma ONU Fiberhome? Não é possível, infelizmente, o que ela pode enviar são parâmetros definidos no protocolo, como quais VLANs a ONU terá e suas respectivas interfaces. Algumas OLT suportam isso, mas no exemplo entre OLT Huawei e ONU Fiberhome não. Uma OLT Huawei, Fiberhome ou Datacom consegue enviar parâmetros extras para ONUs do mesmo fabricante, como login e senha PPPoE para a ONU discar, SSID e senha do wifi? Geralmente sim, cada uma acabou definindo sua estrutura para conseguir enviar este tipo de informação/configuração extra para ONU. Mas como eu faço para subir o PPPoE então entre fabricantes diferentes? Uma opção seria, como parâmetros de VLAN estão inclusas nos padrões do protocolo, basta ativar a ONU na OLT como se fosse em bridge, colocar a VLAN que deseja e na ONU adicionar os parâmetros extras manualmente (configurando pela interface Web por exemplo), no caso o PPPoE do assinante, configurações do Wi-fi e etc.Mas claro, há outras formas de realizar este tipo de configuração, como por TR069, que nosso sistema Made4Graph também possui, pois imagina, se por algum motivo a ONU resetar, como que irá subir os parâmetros de PPPoE novamente nela? Se a OLT não possui esta informação (neste caso), ou teremos que ter um outro protocolo enviando esses parâmetros, no caso o TR069, ou teremos que subir manualmente na interface da ONU. Qual fabricante de OLT devo escolher e qual é a melhor?  Não existe uma melhor ou pior, mas a resposta é Depende do seu cenário e rede.Nossas recomendações são:  OLT Datacom OLT Fiberhome OLT VSolution  É uma OLT mais simples, com poucas portas PON, porém funciona bem em ambientes e redes menores Restaram dúvidas? Entre em contato conosco que vamos te auxiliar da melhor forma possível 🙂 Zanclair Ferrari Junior | Consultor RedesJNCIS-SP | CCNA | HCIA | MTCRE

Como um ISP pode gerenciar seus usuários?

Sabemos que todo ISP pequeno começa com equipamentos Mikrotik e que o mesmo dispõe de uma interface “gráfica” (via aplicação própria) bem intuitiva. Muitos ISPs crescem com essas facilidades em mãos e acabam usando-a para diversas tarefas de cunho operacional e muitas vezes até administrativo. Já houve situações aonde conheci ISPs que baseavam sua gerência inteira nas funcionalidades que o “Winbox” traz, até mesmo a parte de autorização de usuários. Por fim, esses provedores acabam crescendo e o porte dos equipamentos Mikrotik já não satisfaz alguns requisitos de performance e escalabilidade como número de usuários possíveis por roteador (garantindo qualidade de entrega) e isso acaba forçando-o a usar outras soluções para suprir as demandas de seu negócio. Quando o ISP chega nesse ponto, sabemos que ele acaba comprando equipamentos de fabricantes como Huawei, Juniper, Cisco e afins. Certa vez li algo do tipo “Huawei é o novo bacon dos provedores de Internet Brasileiros.” (Autor desconhecido) no Brasil Peering Forum, porém sabemos que esses equipamentos não possuem “interface gráfica” e sua gerência é feita totalmente via CLI, isso acaba se tornando um dos grandes limitadores de empresas pequenas substituírem seus roteadores pois o fato de ter que lidar com os equipamentos via CLI implica em uma série de outras questões como treinamento e capacitação da equipe, mudança nos processos internos para serem compatíveis com as possibilidades e informações apresentadas pelo roteador, etc. Sendo assim, nasceu o Made4Graph. O Made4Graph veio da necessidade de um dos nossos clientes em, justamente, lidar de maneira mais “tranquila” com um BNG que só tinha acesso via CLI. Longe de querer ser um Software similar ou “imitar” o Winbox, no Made4Graph trazemos um ponto único de gerência para BNGs com suporte aos principais fabricantes do mercado e recentemente suporte ao protocolo TR069 para gestão até mesmo da CPE do usuário final Por baixo, temos um software que “conversa” com o Radius do ISP e também com os BNGs/B-RAS da rede, orquestrando uma coleta precisa de informações dos ativos envolvidos e trazendo tudo isso de maneira coerente e de simples entendimento em uma página WEB. Como eu disse, longe de querer ser um “Winbox”, trazemos no Made4Graph uma ferramenta para agregar no corpo de suporte do ISP com dados e ações que visam minimizar o custo operacional do suporte e “facilitar a vida de todos”. No Made4Graph que é acessível via WEB, já na tela inicial temos um Overview do status da rede como um todo. Ao entrar no software nos deparamos com um gráfico mostrando o número de usuários conectados em toda a rede, e à direita um gráfico estilo “Pizza” com a proporção desses usuários por concentrador PPPoE. E sim, ele também é compatível com o Mikrotik (mesmo que você ainda use o Winbox ou qualquer outra coisa para gerenciá-lo). Abaixo, temos também informações referentes ao endereçamento dos clientes na rede. O Made4Graph nos traz dados importantíssimos sobre a proporção de usuários com IPv4 de CGNAT (RFC6598) ou com IP público endereçado na CPE, além claro do IPv6. São dados de grande valia principalmente para quem está fazendo o deploy do IPv6 na rede, garantindo e ajudando o futuro da internet. Dashboard principal do Made4Graph. Seção superior. Rolando a tela um pouco mais para baixo, temos a quantidade exata de clientes cadastrados por NAS(ou BRAS/BNG/Access Concentrador ou seja lá como você prefere chamar seu equipamento de autenticação) além de um “top 10 usuários desconectados nas últimas 24 horas”. No relatório de clientes desconectados, o Made4Graph apresenta os clientes que mais desconectaram nas últimas 24 horas já entregando ao suporte e nível 1 do ISP usuários que possivelmente estão com problemas. Sabemos que clientes com grande número de desconexão e reconexão em intervalo curto de tempo é um forte indício de problemas na CPE ou envolvidos, dando a possibilidade do suporte ser proativo nesses clientes críticos (entrando em contato, já abrindo um chamado para verificação, etc) o que aumenta a confiança do cliente final quanto a disponibilidade e qualidade de entrega do ISP. Imagine você como usuário de internet percebendo que sua internet está desconectando frequentemente e do nada recebe uma ligação do suporte dizendo que percebeu isso solicitando sua autorização para uma verificação. É realmente um atrativo e tanto para o ISP. Uma das funcionalidades mais usadas do Made4Graph é o gráfico real time. Com ele, podemos ter dados em tempo real do consumo de banda do usuário final em um gráfico intuitivo e com botões de ações como “Liberar banda” e “Desconectar” o usuário. Também é possível nesta tela acessar um “Histórico de consumo” do referido cliente. Se você por exemplo, quiser saber qual foi o consumo de banda do usuário nas últimas 24 horas o Made4Graph traz essa possibilidade. Os botões de ações são amplamente usados por ISPs no seu suporte/N1 que faz o primeiro contato com o cliente, uma vez que permitem diagnosticar de maneira rápida e efetiva problemas corriqueiros seja com um “Ping” (o Made4Graph consegue pingar diretamente o usuário final na tela de verificação) ou liberando a banda do usuário para que ele possa testar em totalidade o “throughput” de sua conexão já evidenciando qualquer possível ponto de gargalo na rede. Na mesma tela, um pouco mais abaixo, também temos informações do módulo TR069. Para ISPs que implementam o Made4Graph com suporte ao TR069 (e que possuem suas CPEs gerenciadas pelo mesmo) temos um overview geral da CPE do usuário com dados como status das portas físicas, potência do sinal Wireless, dispositivos conectados no roteador dentre outras informações. O Made4Graph não se limita a uma ferramenta de visualização de gráficos. Temos uma seção dedicada para “relatórios” aonde com sua habilidade e overview da rede, ele consegue trazer dados de grande valia para o corpo operacional do ISP. Um dos mais usados pela equipe de suporte é o relatório de “Lost Carrier”. Aqui, o Made4Graph reporta um overview dos usuários desconectados em um determinado intervalo de tempo por motivo de perda de comunicação entre o NAS e a CPE na

Lei 11.201 do Espirito Santo, gráficos na Fatura do assinante e agora?!

Para você que trabalha em um provedor de internet ou ISP do Estado do Espírito Santo, talvez não tenha visto a lei de número 11.201 do Estado, foi sancionada no último dia 26 de outubro de 2021 e também aprovada pelo STF nos últimos dias. O que diz essa lei, que por sinal é muito simples: Mas o que ela quer dizer realmente? Vamos pontuar aqui os principais pontos: Eu entendi a lei, entendi as consequências dela, mas e agora como eu posso resolver este problema? Nós da Made4it temos a solução que perfeitamente se encaixa para resolução deste problema, através do Made4Graph, que é o nosso software de auxílio do time de Suporte, NOC/Call Center através de Gráfico de utilização em Real-time e Histórico para cliente PPPoE ou IPoE e que também que traz inteligência sobre os Clientes, nele você pode, através do Gráfico Histórico de utilização ter a informação que esta lei necessita com poucos cliques. Mas fazer manualmente, coletando o gráfico de cada cliente para colocar em sua fatura é impossível para minha operação, pensando nisso nosso time de desenvolvimento fornece uma API onde é possível integrar com seu Sistema de gestão como o ISP Integrator, IXC, RBX (Routerbox), SGP, Mk-auth, MKSolutions, TopsApp, HubSoft, ReceitaNet ou qualquer outro software que você tenha, de forma simples para automatizar seu processo de emissão das faturas já com o gráfico histórico de utilização de seu Cliente. O Made4Graph ainda conta com TR069 onde é possível gerenciar os roteadores de Clientes, Relatórios para auxílio na proatividade com clientes e muitas outras funções. Para saber mais é bem fácil, fale conosco através do WhatsApp que um de nossos consultores irá auxiliar e tirar todas as suas dúvidas. Clique aqui para falar diretamente em nosso contato: 43 98485-4013

Por que só ter o Zabbix não resolve o problema da sua rede?

Para entender essa pergunta, vamos lembrar como o Zabbix funciona. O Zabbix é um software open-source de monitoramento, com ele conseguimos monitorar nossos ativos de diversas maneiras, com protocolo SNMP, via Zabbix Agent, HTTP/S, com scripts externos, e por aí vai…. Quando instalamos e configuramos o Zabbix, vemos diversos templates prontos para poder monitorar equipamentos de diversas marcas e modelos, com eles temos itens, regras de descoberta, triggers, gráficos todos para já serem aplicados ao host, mas é lógico que sempre podemos melhorar o que já existe e adicionar mais ainda. Porém, mesmo adicionando seu host no Zabbix, selecionando o template correto e iniciando o monitoramento dele, não adianta de nada se não houver alguém para acompanhar esse monitoramento. Precisamos de alguém que esteja sempre de olho nos incidentes, nos gráficos dos hosts, nos dados coletados, para identificar algum possível problema. Imagina só! Durante seu expediente você sempre acompanha os gráficos dos seus links contratados com upstreams, porém após seu expediente, durante um horário de pico, um de seus links começa a bater o máximo contratado e afeta a entrega de internet para seus clientes finais, ou uma porta de um de seus equipamentos chega na capacidade máxima com o crescimento que ocorreu nos últimos meses. Isso poderia ser evitado caso houvesse alguém pronto para agir quando encontrado algum comportamento inesperado no monitoramento. Temos até a possibilidade de criar diversas dashboards também e nelas adicionarmos gráficos, histórico de incidentes e tudo mais para facilitar esse acompanhamento, mas sem alguém de olho no monitoramento quando algo assim ocorrer, se torna inútil. Um de nossos serviços, o Made4NOC, serve para isso. Temos nossa equipe de monitoramento à disposição, ela trabalha 24h por dia, 7 dias por semana e está sempre de olho no monitoramento dos ativos presentes em nosso Zabbix. Além disso, sempre que ocorre um incidente ou nossa equipe encontra um comportamento não esperado, está preparada para tomar ações, seja acionar nossa consultoria, entrar em contato com o cliente, o que for necessário para podermos resolver tudo o quanto antes.

Problemas com tráfego de CDN local e anúncios BGP.

Olá. Meu nome é Gabriel, sou analista de redes aqui na Made4it e hoje vou contar sobre uma situação interessante envolvendo CDN e engenharia de tráfego que pegamos aqui no time de consultoria alguns dias atrás. Recebemos um acionamento de um cliente com um case onde o tráfego de uma CDN local teve um decremento drástico após uma alteração de engenharia de tráfego. Depois de validações extensas pelo cliente não conseguiram achar a causa primária deste comportamento e então acionaram nosso time. Começamos lá no dia 04/11 com um decremento estranho no tráfego de Inbound na interface com o CDN local. Foi bem sucinto e representou 1Gbps de tráfego a menos na interface. Com essa info em mãos, a primeira coisa que fiz foi acessar o Made4Flow  pra auxiliar a entender o que aconteceu usando claro meu gráfico favorito, o “Interface por ASN”. Tomei o cuidado de pegar um intervalo de tempo contemplando exatamente o evento do dia 03 ao dia 04 justamente para entender quais ASNs exatamente deixaram de ser “servidos” pelo cache local. Com isso em mãos, de cara já notei 2 coisas: – O ASN “Laranja” aqui deixou de ser “servido” por essa CDN, isso é fato pelo decremento de tráfego evidente no gráfico.– O(s) ASN(s) “Azul” (um conjunto de ASNs específicos configurados de maneira personalizada em nosso software) também mostraram um decremento significativo no gráfico. O ASN “Azul” é quem hospeda o cache. O ASN “Laranja” sendo também cliente da Made4it nos permitiu um teste mais eficiente dentro de sua rede. O ASN “Azul” e ASN “Laranja” por serem parceiros nos deram total liberdade para conduzir o troubleshooting e validar o que fosse necessário em ambos os lados. Depois de algumas verificações, usamos a ferramenta do próprio provedor de conteúdo para validar qual “node/cache” estava “servindo” esse tráfego que deixou de vir pela CDN local do ASN “Azul”. Esse tráfego deixou de vir da CDN do ASN “Azul” mas precisa vir de algum lugar, concordam? Na imagem acima, 2 coisas me chamaram a atenção sendo:– Um Node em Guarulhos, referente a rede desse provedor de conteúdo, é quem passou a entregar o tráfego que antes deveria vir na CDN local do ASN “Azul”– x.x.x.0/25 ? Na hora me acendeu a luz para um dado importantíssimo sobre anúncios para as CDNs desse provedor de conteúdo. Eles obedecem uma regra que diz: – Anúncios diretos (ASN que hospeda o cache) o node aceita até /27 para influência direta na engenharia de tráfego e elegibilidade para entrega de conteúdo.– Anúncios indiretos (ASNs adjacentes ao ASN que hospeda o cache) o node aceita apenas até /24 para influência direta na engenharia de tráfego e elegibilidade para entrega de conteúdo. Beleza, para o tráfego do ASN “Azul” eu já tinha a possível causa do problema. Ao tentarem induzir esse nodo local a entregar mais tráfego, acabaram por anunciar blocos /25 ao node do cache implicando na rede do provedor de conteúdo “servir” este tráfego via seus nodes em Guarulhos. Porém, ainda temos um decremento de tráfego no ASN “Azul”, o que aconteceu ? O ASN “Azul” nesse caso na verdade era 3 ASNs, algo que foi criado de maneira customizada no software Made4Flow. Curiosamente, 2 desses ASNs estavam “injetando” prefixos /25 no node da CDN, onde o comportamento encontrado foi exatamente igual ao relatado acima do ASN “Laranja”. Com todas essas informações em mãos, partimos para colocar a mão na massa e ajustar os anúncios respeitando o que o provedor de conteúdo solicita (e tem documentado) para sua CDN. Após os devidos ajustes, vejam o resultado:

A Made4it surge para suprir as necessidades do mercado, que vem exigindo cada vez mais soluções personalizadas.