RU e MRU no Wi-Fi 7: Eficiência, Latência e Potência para ISPs
A Revolução do Wi-Fi 7: Como RU e MRU Estão Reinventando a Comunicação Sem Fio O Caos do Tráfego de Dados e a Necessidade de Novas “Rodovias” A analogia entre redes de computadores e grandes rodovias urbanas nunca foi tão precisa. Ambientes densos, com centenas de dispositivos conectados, transformam canais de frequência em avenidas congestionadas. O Wi-Fi 7 surge como resposta técnica a essa limitação, com dois avanços fundamentais: RU (Resource Unit) e MRU (Multi-Resource Unit). Esses novos mecanismos operam como verdadeiros engenheiros de tráfego digital, otimizando a alocação de espectro, reduzindo latência e garantindo maior eficiência espectral. OFDMA e RU: Dividindo a Rodovia com Inteligência Desde o Wi-Fi 4 (802.11n), a multiplexação por divisão ortogonal de frequência (OFDM) já era usada para transmitir dados em múltiplas subportadoras simultaneamente. Com o Wi-Fi 6, o OFDMA trouxe a ideia de RU — divisões menores da subportadora — que permitem múltiplos dispositivos transmitirem dados simultaneamente dentro do mesmo canal, alocando diferentes tamanhos de RU conforme a necessidade. Contudo, havia uma limitação: cada dispositivo podia usar apenas uma RU por transmissão. Isso gerava latência em aplicações mais pesadas, mesmo com espectro ocioso. MRU: A Combinação Inteligente de Recursos O Wi-Fi 7 rompe essa limitação com o conceito de MRU. Agora, é possível agrupar múltiplas RUs contíguas ou não contíguas para formar um bloco lógico maior. Isso permite que dispositivos com grandes volumes de dados transmitam com mínima latência e maior throughput, utilizando o espectro de forma muito mais eficiente. Essa flexibilidade é crucial em cenários como indústrias, hospitais e cidades inteligentes. Puncturing: Evitando a Interferência Sem Sacrificar o Canal Outro avanço no Wi-Fi 7 é o puncturing. Diferente do Wi-Fi 6, onde subportadoras interferidas eram inutilizadas, o Wi-Fi 7 permite isolar essas faixas comprometidas e manter as demais operando normalmente. Isso aumenta drasticamente a resiliência a interferências. O Que o MRU Melhora na Prática Especificação Wi-Fi 6 Wi-Fi 7 Largura de Canal Até 160 MHz Até 320MHz Modulação 1024-QAM 4096-QAM Velocidade Máxima 9,6 Gbps 46 Gbps MRU + Puncturing Não disponível Implementado Eficiência com MRU Limitada Até 40% de ganho Fonte: Broadcom, Intel, Qualcomm Aplicações Avançadas com MRU Eficiência, Flexibilidade e Inteligência RU e MRU não apenas aumentam a velocidade — eles redefinem a arquitetura de comunicação sem fio. O Wi-Fi 7 representa uma mudança estrutural, baseada na alocação dinâmica e inteligente do espectro. O futuro da conectividade passa por soluções flexíveis e escaláveis. E nessa nova realidade, RU e MRU são os pilares que permitirão redes adaptativas, resilientes e verdadeiramente otimizadas.Se sua empresa está avaliando como migrar para uma arquitetura Wi-Fi 7 ou explorar os benefícios do RU e MRU, nosso time pode ajudar. Botão Centralizado Fale conosco
Como a IA transforma o NOC: da detecção à solução em segundos
Utilizando Inteligência Artificial para Acelerar Processos de Gestão de Incidentes Seu time de TI já passou horas tentando entender por que a rede caiu?Enquanto isso, o suporte fica lotado, os clientes reclamam e a pressão só aumenta. E se, em vez de buscar a causa manualmente, você recebesse em segundos um diagnóstico preciso, as ações recomendadas e como evitar que isso se repita?É exatamente isso que a Inteligência Artificial no Made4NOC faz. O desafio: 600 incidentes por dia No Made4NOC, monitoramos redes críticas de ISPs, empresas e instituições.São cerca de 600 eventos diários que exigem atenção e resposta imediata. Para técnicos experientes, identificar a causa raiz é mais rápido.Mas para quem está começando, o processo pode levar horas e cada minuto conta quando há clientes impactados. Por isso, identificamos na IA uma oportunidade para otimizar nossos processos e facilitar o trabalho tanto de iniciantes quanto de técnicos experientes. Como funciona a IA no Made4NOC Com a chegada do Zabbix 7.0, a comunidade ganhou novas funções de Inteligência Artificial.Nós fomos além: adaptamos essas funções para o monitoramento em tempo real e para o nível de exigência que o Made4NOC demanda. Sempre que uma trigger é acionada e aparece na dashboard do Made4NOC, nossos analistas iniciam o atendimento marcando a trigger como reconhecida. O fluxo é simples e poderoso: Esse registro não é só burocracia. Ele constrói um banco de conhecimento rico, pronto para acelerar a resolução de incidentes futuros. Personalização Made4NOC Partimos de uma base criada pela comunidade Zabbix e reconstruímos para nossa realidade.Desenvolvemos um script que: O retorno da IA vem afiado: Velocidade e precisão O resultado aparece na interface de gestão de incidentes em dois cliques.O analista ganha: É assim que a IA no Made4NOC transforma um incidente crítico em uma resolução quase imediata mantendo a rede estável, o SLA intacto e o cliente satisfeito. Conclusão A IA no Made4NOC é apenas o começo.O que hoje acelera diagnósticos e aumenta a precisão das respostas vai, em breve, transformar completamente a forma como monitoramos redes. Combinamos o melhor da comunidade Zabbix com personalizações feitas para cada realidade.O resultado? Mais agilidade, mais qualidade e clientes atendidos no tempo certo. E estamos só aquecendo.O próximo passo é ampliar o uso da IA para prever falhas antes mesmo de acontecerem — e isso já está no nosso radar. Se você quer ver essa tecnologia trabalhando dentro da sua operação, não espere. Fale conosco: Botões Centralizados Fale conosco Saiba mais
Tendências de T.I para 2025: O Que Sua Empresa Precisa Fazer Agora?
As Principais Tendências de TI e Telecom para 2025 O documento reúne insights de líderes de mercado que apresentam as tendências globais e suas aplicações no cenário brasileiro: A IA será o grande pilar da transformação digital, impulsionando automação, personalização e eficiência. O uso de dados para decisões estratégicas será obrigatório. A necessidade de processamento descentralizado e respostas rápidas colocará o Edge Computing no centro da inovação, aliado ao crescimento das soluções em nuvem. A infraestrutura de 5G terá um papel decisivo, viabilizando redes mais rápidas e o desenvolvimento de soluções avançadas, como cidades inteligentes e automação industrial. A TI Verde e as práticas ESG ganharão destaque, com a otimização do uso energético e adoção de soluções sustentáveis em Data Centers. A qualidade no atendimento e a redução do churn serão diferenciais competitivos. Empresas focadas na excelência e na adoção de ferramentas de gestão se destacarão. A Visão da Made4it – Guilherme Ganascim Em meio a essas tendências, Guilherme Ganascim, Diretor Comercial da Made4it, trouxe reflexões valiosas na página 54 do relatório. Ele reforça que o grande desafio para 2025 será manter a base de clientes em um mercado saturado, destacando três estratégias fundamentais: Como Guilherme destaca: “A banda larga não é mais apenas sobre velocidades e preços, mas sim sobre proporcionar uma melhor qualidade de experiência.” A Made4it, com sua experiência em soluções tecnológicas inovadoras, se posiciona como parceira essencial para empresas que buscam excelência no atendimento e inovação em suas operações. Outros Destaques no Relatório O IPV7 Predictions também contou com contribuições de líderes de outras empresas que compartilham uma visão alinhada às principais tendências para 2025: Vero Internet – Fabiano Ferreira, CEO, prevê que o 5G, aliado à Inteligência Artificial, será a base para personalização e otimização de serviços, indo além da conectividade para soluções integradas. Zadara – Robson Andrade, Country Manager, destaca a consolidação do Edge Computing, essencial para lidar com o aumento de dados e demandas em tempo real, impulsionados pelo IoT. Elea Digital Data Centers – Wesley Barbosa, Diretor Comercial, reforça o potencial do Brasil para se tornar um polo global de IA, com sua matriz energética limpa e capacidade de expansão em infraestrutura digital. Essas empresas, assim como a Made4it, estão na linha de frente da inovação, com estratégias claras para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades em 2025. Conclusão: Preparando-se para um Futuro de Inovação e Qualidade O IPV7 Predictions 2025 é um mapa essencial para líderes que desejam se antecipar às mudanças e liderar o mercado. Tendências como IA, Edge Computing, 5G e ESG apontam para um futuro onde a inovação e a qualidade da experiência do cliente serão fatores determinantes. A Made4it, com sua contribuição de Guilherme Ganascim, reitera seu compromisso em oferecer soluções robustas e personalizadas, ajudando empresas de TI e telecom a se posicionarem com excelência no mercado. DOWNLOAD O E-BOOK IPV7. Predictions 2025.pdf
Atualizações 2.8.3-Made4Graph e Correções de Bugs.
Adições Correções Conheça nossas soluções e descubra como podemos impulsionar seu negócio!Fale conosco e confira:
Configurando L2VPN com SRv6 em Huawei: Mãos na Massa com SRv6
Bem-vindos, caros leitores e entusiastas de redes! Se você chegou até aqui, é porque já sobreviveu à teoria do SRv6 (Segment Routing IPv6) nos nossos dois primeiros artigos. Se ainda não conferiu, recomendo dar uma olhada neles para não se sentir perdido como um pacote sem roteador.Afinal, ninguém quer ser o pacote perdido na rede, certo? Nos primeiros capítulos da nossa saga SRv6, mergulhamos nos conceitos e na teoria por trás do protocolo. Se por acaso você não lembra, dê um pulo lá e revise os artigos: https://made4it.com.br/srv6-um-sucessor-do-mpls/https://made4it.com.br/srv6-um-sucessor-do-mpls-parte-2/ Agora, chegou a hora de sujar as mãos e ver como tudo isso funciona na prática. É como construir uma Millennium Falcon de LEGO depois de ler o manual de instruções. Vamos juntos montar essa estrutura passo a passo! Prepare seus terminais, afivele seus cintos e vamos decolar nesse laboratório de configuração básica de SRv6. Se você está pronto para transformar teoria em prática e dominar mais uma habilidade de Jedi das redes, venha comigo! O laboratório O objetivo do laboratório é criar uma simples topologia com SRv6, usando ISIS como IGP e o BGP para sinalizar a L2VPN. Utilizaremos o SID “END-DX2” para transportar a L2VPN dentro do nosso ambiente SRv6. Para nosso laboratório estamos utilizando 6 roteadores Huawei NE40E-M2K (V800R022C10SPC500), atuando como nós da rede Segment-Routing IPv6. Também temos 2 roteadores Mikrotik (RouterOS 7.6), simulando os CEs da rede. Topologia física: Topologia com endereçamento IPv6: Topologia com serviços: Vemos nas topologias que certamente alguém gosta muito de café. Sem mais delongas, vamos ao que interessa. Roadmap de configuração Easy Peasy. Task 1: Configurar IS-IS em todos os routers. Primeiro, configuramos o IS-IS como protocolo de roteamento de nível 2 em todos os roteadores, habilitando IPv6. R1: R2: Siga a configuração dos demais roteadores conforme documentação. Task 2: Configurar Loopbacks com suporte a IS-IS Configure as interfaces Loopback em cada roteador com endereços IPv4 e IPv6 e habilite o IS-IS. R1: R2: Siga a configuração dos demais roteadores conforme documentação. Task 3: Configurar redes de enlace com suporte a IS-IS Configure as interfaces Ethernet interconectadas entre os roteadores com endereços IPv6 e habilite o IS-IS. R1 – Ethernet3/0/1- Conectada ao roteador R2. R1 – Ethernet3/0/3 – Conectada ao roteador R3. Siga a configuração dos demais roteadores conforme documentação. Task 4: Habilitar SRv6 globalmente Configure o SRv6 em cada roteador, definindo endereços de origem e locators, e integrando-os ao IS-IS R1: R2: Siga a configuração dos demais roteadores conforme documentação. Task 5: Configurar BGP com suporte a L2VPN nos PEs Configure o BGP com EVPN e suporte a L2VPN nos roteadores de borda (R1 e R6), criando sessões BGP entre eles. R1: R6: Task 6: Criar EVPN/EVPL e SID End.DX2 nos PEs Configure as instâncias EVPN/EVPL e associe os locators SRv6 apropriados nos roteadores de borda. R1: R6: Task 7: Vincular a EVPL a interfaces com os CEs Associe as instâncias EVPL às interfaces conectadas aos roteadores clientes (CEs). R1: R6: Task 8: Verificações Após configurado, vamos fazer algumas verificações das tecnologias envolvidas: 8.1: Adjacências do IGP. Confirme as adjacências do IS-IS entre os roteadores. 8.2: Tabela de rotas do IS-IS. Abaixo, a saída da tabela de rotas do roteador R1: Algo legal que notamos aqui é rotas para os prefixos de “Locator” (/64). Ou seja, o ambiente já conhece na sua tabela de rotas o prefixo usado para o SRv6 de cada um dos nodes da topologia 😊 8.3: Tabela BGP “EVPN” do roteador R1, para assegurar que temos sessão entre o R1 e R6, necessários para o VPWS. Vemos que o R1 possui uma sessão com o roteador R6 estabelecida e funcional. A tabela de roteamento do R1 também mostra um ESI para o R6 no RD 200:1. Até aqui, tudo preparado para o ambiente transitar a VPWS. 8.4: EVPL no roteador R1 e R6. Abaixo, a saída do roteador R1. Vemos no R1 que a EVPL está UP, e o túnel utilizado para transitar os pacotes dentro da rede é do tipo “SRv6-BE” (Segment Routing IPv6 – Best Effort). Isso indica que a VPWS está fechada e funcional entre o head-end e tail-end e também que o túnel de transporte entre os PEs é usando o SRv6. 8.5: Tabela local de SIDs do roteador R1: Olhando para a tabela local de SIDs alocados ao R1, vemos não só o SID configurado para a VPWS mas também alguns SIDs do tipo “END” e do tipo “END.X”. O que realmente interessa para nós neste momento é o SID “End.DX2” que diz que qualquer coisa enviada para o endereço IPv6 2001:db8:1:1::a/128 será entregue na nossa VPWS. Caso tenha curiosidade do que se trata os demais SIDs, fique ligado nos próximos posts do blog 😀 8.6: Configuração e comunicação dos CEs. Interfaces dos CEs 1 e 2, com um endereço IPv4 para comunicação. Tabela ARP do CE1 e um “ping” com destino ao CE2, confirmando conectividade entre os CEs. Neighbors LLDP no CE1, mostrando o caminho sendo “Transparente” do ponto de vista dos CEs. 8.7: Enquanto o CE1 está trocando “pings” com o CE2, uma captura de pacotes na interface do roteador R1 com destino ao restante da rede SRv6 tem a seguinte saída: Os pacotes da EVPN são encapsulados e, ao serem encaminhados à rede SRv6, o “destination address” se torna o 2001:db8:6:6::A, sendo este o “SID” END.DX2”. O mais interessante do SRv6 é o fato desse pacote ser “IPv6”. Caso o nosso ambiente contivesse apenas os PEs com suporte a SRv6, o restante da rede saberia encaminhar o tráfego sem problema algum 😊 Resumo Neste laboratório, exploramos a configuração de um túnel L2VPN utilizando SRv6, mostrando as configurações básicas de cada dispositivo. O SRv6, com suas capacidades avançadas, demonstra ser uma tecnologia promissora para as redes do futuro. Para explorar mais sobre a aplicação do SRv6 em sua rede, conte com a Made4it, especialista no assunto. Podemos te ajudar no processo de migração de MPLS para SRv6, trabalhando na coexistência desses protocolos. Configurações completas Baixe este laboratório completo, com topologias, configurações e roadmap aqui:
Atualizações – Made4flow, Made4Graph e Made4OLT – Junho de 2024
Made4Flow – Versão 2.8.1 – Adições Adicionado novos gráficos: “TCP flags geral”, “TCP flags por prefixo”, “TCP flags por interface” e “TCP flags por app”. Alterações: Alterado o limite de caracteres da legenda ao passar o mouse nos gráficos. Correções: Made4Graph – Versão 2.7.1 – Adições: Adicionado porcentagem na legenda dos gráficos de pizza da dashboard do Radius. Correções Made4OLT – Versão 1.5.1 [Beta] – Adições: Adicionado provisionamento simplificado com Template. O provisionamento simplificado com template já carrega as informações necessárias para provisionar a ONU, sendo necessário apenas clicar no botão de autorizar. Alterações: Alterado ação para copiar ao clicar no serial number: Alterado ação para copiar ao clicar no MAC-Address: Alterado, campos desabilitados ao editar ONU: Alterado local e nomenclatura dos botões para recarregar página e lista de ONUs não autorizadas: Alterada nomenclatura atribuída ao ONU type: Correções Conheça nossas soluções e descubra como podemos impulsionar seu negócio! Fale conosco e confira:
Comparação entre vendors
Neste artigo vamos comparar alguns equipamentos Ufispace com Huawei. Vamos abordar aqui 4 equipamentos, sendo: – Ufispace S9510-28DC Disaggregated Cell Site Gateway Router – Huawei S6730-H24X6C Switch – Ufispace 9600 Open Aggregation Router – Huawei NE8000 M4 Router Escolhemos modelos que são similares em quantidade de portas, capacidade de tráfego e funcionalidades. Tanto Huawei como Ufispace vem com soluções muito boas para ISP’s, com equipamentos que suportam protocolos como OSPFv2/v3, IS-IS, BGP, MPLS, SR MPLS, SRv6, VXLAN, dentre outros. A Huawei é uma marca chinesa muito conhecida entre os ISP’s com soluções em roteamento e switching, com equipamentos como roteadores Huawei NE40, NE8000, switches S5700, S6700, dentre outros. Tem uma forte gama de produtos para atender às necessidades dos ISPs. A Ufispace, de Taiwan, tem uma solução completa de switches e roteadores, e vem com um conceito de “Open Network”, ou seja, o usuário pode decidir qual software de gerenciamento instalar no hardware, como por exemplo o Ocnos da empresa IP Infusion, que é um software maduro e com todas as funcionalidades de roteamento necessárias para os ISPs. Vamos iniciar falando um pouco sobre o roteador Huawei NE8000 M4. É um roteador modular que vem com as seguintes características: – 16G de memória RAM – CPU Six Core – Vem com 4 portas de 100G combo, que podem ser modificadas via configuração para utilizar as portas de 10G; – Suporta até 4 placas de expansão; – Suporta até 12 portas de 100G; – Capacidade de switching 2.4 Tbps É um roteador amplamente utilizado em provedores nas funções de roteador BGP, tem suporte a 25 milhões de rotas na RIB e 4 milhões na FIB. Também é muito utilizado como concentrador BNG PPPoE ou IPoE, suportando até 64 mil assinantes. Do outro lado, temos um roteador Ufispace S9600-72XC, que vem com as seguintes características: – 32G de memória RAM; – CPU Octa Core; – Vem com 64 portas de 1/10/25G SFP28; – 8 portas de 4/100G QSFP28; – Capacidade de switching 2.4 Tbps Ufispace é uma marca muito boa que vem se destacando no mercado de ISP’s. Este modelo em específico suporta 20 milhões de rotas na RIB e cerca de 4 milhões na FIB, pode ser muito bem utilizado como roteador de borda. E por ser uma caixa White box(que pode-se escolher um sistema operacional), pode ser utilizado como BNG, para mais detalhes acerca do BNG nos Ufispace deixo a sugestão de leitura do artigo Using OpenBNG to build Resilient Broadband Networks – https://www.ufispace.com/company/blog/openbng-resilency-models Abaixo deixo uma tabela com a comparação de algumas características de cada modelo de roteador: Agora vamos falar um pouco sobre os switches. Vamos fazer também uma breve comparação entre Huawei S6730-H24X6C e Ufispace S5910-28DC. Começamos verificando o switch Huawei S6730-H24X6C, que vem com algumas características: – 4G de memória RAM – CPU Quad Core – Vem com 24 portas de 10G; – 6 portas de 40/100G; – Capacidade de switching 1.68 Tbps Os switches Huawei são bem conhecidos e muito utilizados em ISP’s nas funções de acesso e agregação em redes MPLS. É um switch que vem com uma boa capacidade de tráfego e que até mesmo em alguns casos são utilizados fazendo BGP para caixas de CDN como Google, Netflix, FNA. De outro lado, temos o switch Ufispace S5910-28DC, que vem com características similares, dos quais podemos ver: – 8G(standard) ou 16G(Premium) de memória RAM; – CPU Quad Core(standard) ou Octacore(premium); – Vem com 24 portas de 10G/25G; – 2 portas de 40/100G; – 2 portas de 100/400G; – Capacidade de switching 800 Gbps Este é um switch que vem ganhando notoriedade por possuir portas de 400G, e pode muito bem ser utilizado no backbone MPLS nas funções de P/PE, e na função de BGP, pois suporta 3.5 milhões de rotas na RIB e 1.2 milhões na FIB. Abaixo deixo uma tabela de comparação entre os switches: Conclusão: Neste artigo vimos uma breve comparação entre alguns modelos Huawei e Ufispace. Pegamos modelos que são similares em capacidade de tráfego, quantidade de portas e funcionalidades. Ambos os equipamentos têm interoperabilidade de protocolos e podem ser colocados em funcionamento juntos tornando-se ótimas opções para redes ISPs.
Como configurar MPLS em Ufispace
UFISPACE – Configuração MPLS Neste artigo você vai aprender a configurar MPLS com uma topologia multivendor, envolvendo equipamentos UFISPACE, Huawei e Mikrotik. Iremos utilizar os seguintes equipamentos: Topologia física do cenário MPLS: O objetivo é configurar MPLS LDP entre todos os equipamentos, e após configurar túneis VPWS e VPLS em 56DX e 28DC, 6730 e Mikrotik para testar a interoperabilidade entre os vendors. Vamos iniciar as configurações pelo UFISPACE 56DX. Configuração da interface loopback: Configuração do protocolo OSPF: Configuração do protocolo LDP: Configuração das interfaces que comunicam entre os equipamentos com MPLS: Obs: o que habilita MPLS nas interfaces são os comandos “label-switching” e “enable-ldp ipv4”. Próximo passo é configurar o UFISPACE 28DC: Configuração da interface loopback: Configuração do protocolo OSPF: Configuração do protocolo LDP: Configuração das interfaces que comunicam entre os equipamentos com MPLS: Agora iremos realizar a configuração do Huawei S6730. Configuração da interface loopback: Configuração do protocolo OSPF: Configuração do protocolo MPLS: Habilita mpls L2VPN: Configuração dos peers remoto: Configuração das interfaces com MPLS habilitado: Por fim, vamos configurar o mikrotik RB450. Configuração da interface loopback: Configuração do protocol MPLS: Configuração ip das interfaces mpls: Agora vamos verificar se os neighbors OSPF/MPLS subiram no 56DX, Huawei e Mikrotik. Vamos verificar apenas nesses 3 que são vendors diferentes. Iniciamos pelo UFISPACE 56DX: Verificação dos neighbos OSPF: Verificação dos neighbors LDP: Verificamos que do lado Ufispace 56DX está formando os neighbors OSPF e MPLS corretamente. Vamos agora verificar no Huawei S6730: Verificação dos neighbos OSPF: Verificação dos neighbors MPLS: Vimos que no Huawei também está fechando as adjacências OSPF e LDP. Por último vamos validar no mikrotik: Verificação dos neighbors OSPF: Verificação dos neighbors LDP: Verificando pelo mikrotik vemos que também fechou as adjacências corretamente. Agora que estamos com nosso cenário com mpls habilitado entre todos os equipamentos, vamos realizar a configuração de um túnel VPWS entre 56DX e 28DC. A configuração de VPWS é simples, como veremos a seguir. Vamos iniciar as configurações pelo Ufispace 56DX seguindo alguns passos. 1 – Criar o túnel l2-circuit: O número 3 em negrito aqui é o ID do túnel, e logo após temos o neighbor 3.3.3.3 que é o Ufispace 28DC. 2 – Agora precisamos criar um service-template que dê match na vlan que queremos transportar, como no exemplo: Neste exemplo, estamos configurando a vlan 10. É possível também fazer o transporte da porta inteira, nesse caso, precisamos criar um template que contenha um “match-all”, conforme o exemplo: 3 – Último passo para fechar o túnel, é atribuir o l2-circuit na interface física, que neste exemplo será a interface xe3/3: Está feito no 56DX, agora vamos fazer a configuração no equipamento 28DC. No Ufispace 28DC precisamos fazer os mesmos passos, porém apenas alterando o IP do neighbor MPLS, que será o 56DX com IP 2.2.2.2, conforme vamos ver a seguir: 1 – Criar o túnel l2-circuit: 2 – Criar o service-template para vlan 10: 3 – Atribuir o l2-circuit na interface física, que neste exemplo será a interface xe6: Já estamos com a configuração pronta dos dois lados, vamos fazer as validações. Verificação do túnel virtual-circuit do 56DX: Verificação do túnel do lado 28DC: Conforme vimos acima, agora temos uma conexão VPWS entre 56DX e 28DC. Agora, iremos configurar uma conexão VPLS utilizando a vlan 235 entre 56DX, 28DC e Huawei S6730. Configuração do túnel vpls no 56DX: Atribuindo a VPLS à interface: Atribuindo a VPLS à interface: Configuração do túnel vpls no 28DC: Atribuindo a VPLS à interface: Validação do túnel vpls no equipamento 56DX. Podemos ver que o túnel ficou UP com os dois peers que são o Ufispace 28DC e o Huawei S6730: Verificamos que no equipamento Huawei o túnel VPLS também ficou UP: Realizamos testes também de VPLS entre Ufispace e Mikrotik, o qual podemos ver que funcionou normalmente, porém não iremos detalhar as configurações para que este manual não fique muito grande. Podemos ver na imagem, que a VPLS entre Ufispace 56DX e Mikrotik estabeleceu corretamente: Conclusão: neste artigo demonstramos como realizar a configuração de MPLS em equipamentos Ufispace e a sua interoperabilidade com outros vendors. Vimos que a configuração é relativamente simples e se torna uma ótima opção para a rede. Neste artigo, você aprendeu a configurar MPLS em uma topologia multivendor, envolvendo equipamentos Ufispace, Huawei e Mikrotik. Seguimos um passo a passo detalhado para configurar MPLS LDP, túneis VPWS e VPLS, garantindo a interoperabilidade entre diferentes fabricantes. Gostaria de falar com um de nossos especialistas em UfiSpace e IPInfusion? Nós da Made4it somos especialistas nessas tecnologias e oferecemos serviços completos de configuração e suporte. Além disso, somos parceiros oficiais da Padtec, que comercializa os roteadores UfiSpace. Fale conosco para saber mais e otimizar sua rede com soluções profissionais. Até o próximo artigo!!
Como configurar sessão BGP nos equipamentos Ufispace
Neste artigo será demonstrado como criar sessões BGP nos equipamentos Ufispace, além de alguns exemplos de filtros, prefix-list e aplicação de community. Para elaborar as configurações, será utilizado o cenário abaixo: Política BGP: Anúncio de rota Default + prefixo localRecebimento apenas do prefixo 210.0.0.0/22 com marcação de community 65000:1000Ambos utilizando Route-map Configuração de Prefix-list de Rota Default: Configuração de Prefix-List com prefixos 200.0.0.0/22 e 210.0.0.0/22, permitindo até /24: Configuração de Route-Map permitindo o prefixo do ASN 65010 e marcando community 65000:1000 : Configuração de Route-Map para anunciar rota default e prefixo 200.0.0.0/22: Configuração das rotas de blackhole (para evitar loop estático e criar rotas na tabela de rotas): Acessar configuração BGP, colocando o AS Local: Configurar Router-ID Configuração de Network IPv4: Configuração do neighbor BGP: Configuração dos filtros BGP: Conferir configuração e aplicar: Para verificar estado da sessão BGP: Verificar o que está sendo anunciado na sessão BGP: Verificar o que recebemos de prefixo: Resumo de todas configurações aplicadas
Webinar – ZABBIX Update 7.0
A versão 7.0 do Zabbix chegou e junto com ela um novo conceito de monitoramento está crescendo, que é o monitoramento sintético. O monitoramento sintético tem como objetivo ampliar ainda mais a visibilidade que temos quando realizamos monitoramento de páginas/aplicações web’s, chega de receber somente um erro HTTP CODE XYZ ou um comentário “Ahh mais tal recurso está demorando muito para carregar”, agora junto com essas informações podemos agregar um screenshot de como estava de fato a página no momento me que o problema estava acontecendo e visualizar de fato o que nosso cliente estava vendo. Esse monitoramento é possível graças a uma pitadinha de javascript e uma outra mãozada de Selenium WebDriver. O WebDriver – Selenium é uma ferramenta de automação para testar aplicações web. Ele permite controlar um navegador web programaticamente (aqui entra o javascript), interagindo com elementos da página, preenchendo formulários, clicando em botões e verificando o comportamento da aplicação. Ideal para testes automatizados e repetitivos. Para utilizarmos esse monitoramento no Zabbix, vamos precisar de duas frentes, a primeira é no próprio Front-End, realizando a configuração do host, vinculando o template e configurando as macros de acordo com o que você deseja monitorar, essa é a parte simples. A segunda frente é no CLI, precisamos informar para o Zabbix qual é a URL do WebDrive que ele irá utilizar e precisamos instanciar os coletores que iram realizar o monitoramento sintético. Vamos para a mão na massa então, primeiro tenha certeza que você está na versão 7.0 do Zabbix, devido a várias dependências da arquitetura do Zabbix, esse monitoramento irá funcionar somente a partir da versão 7.0. Logo em seguida você precisa ter em seu Zabbix o Template, que pode ser adquirido aqui: https://git.zabbix.com/projects/ZBX/repos/zabbix/browse/templates/app/website_browser Então basta criar um host, vincular o template e alimentar as macros herdadas do host da seguinte forma: Alimentando as macros e criando o item precisamos agora ir para o CLI do servidor finalizar a instalação. No CLI do servidor, precisamos editar o arquivo zabbix_server.conf, e alimentar as seguintes variáveis (via de regra estão no final do arquivo) WebDriverURL = Qual é a URL que da acesso ao Selenium E StartBrowserPollers = Quantidade de Pollers que irá ser utilizado para realizar a coleta dos itens do tipo browser Caso você realize a instalação do Selenium localmente, você pode deixar a variável configurada como: WebDriverURL=http://localhost:4444 E a quantidade de pollers, podemos começar com 1 e ir aumentando conforme necessidade StartBrowserPollers=1 Uma forma fácil de realizar a instalação do Selenium, é utilizando ele via container, para fazer isso precisamos primeiro instalar um Docker Engine em nosso servidor, e em seguida configurar o container do Selenium, para isso podemos utilizar dois comandos: Esse primeiro comando é um script de autoinstalação do Docker Engine em seu servidor. E o segundo comando é para configurar o container do Selenium em seu servidor. Para ver o status do container você pode utilizar o comando Após o container estar configurado, basta reiniciar o serviço do Zabbix Server para ele ler as novas variáveis e estar apto a utilizar o selenium e realizar o monitoramento. Voltando para o Front-End, podemos então ir à dashboard do Host que acabamos de monitorar, e o resultado esperado é: Explicação de cada um dos itens monitorados: Gráficos e Estatísticas Cada gráfico mostra a variação das métricas ao longo do tempo, permitindo identificar padrões e possíveis gargalos de desempenho. Os valores mínimos (min), médios (méd) e máximos (máx) ajudam a entender a distribuição das métricas: Essas métricas são fundamentais para monitorar o desempenho do site e identificar problemas que possam afetar a experiência do usuário.